• Mayara Nunes

IISC viabiliza projeto de educação socioambiental na Paraíba

Neste ano, o Centro Cidadania - Ação e Educação Socioambiental, localizado na zona rural do município de Matureia, na Paraíba, foi contemplado com o investimento social do Instituto das Irmãs da Santa Cruz através do projeto “Buscar o futuro valorizando raízes”.


O projeto atua pela capacitação em diferentes atividades e pela implementação de tecnologias sociais em residências e comunidades rurais, como o sistema de irrigação com economia de água para quintais e o protetor de umidade para frutíferas, que contribui para o aproveitamento dos restos de matéria orgânica que dá condições para a criação de pequenos animais entre as plantas.


As atividades de capacitação vão desde a formação de agentes sociais que integram associações comunitárias, sindicatos e conselhos municipais até as atividades essenciais e lúdicas, como a coleta seletiva de lixo orgânico em estabelecimentos comerciais e residências e o cine Direitos Humanos.

São aplicados também pequenos cursos de informática, produção de peças artesanais e empreendedorismo destinado a mulheres e jovens integrantes das comunidades rurais, que possuem pequenos negócios onde são comercializados os artesanatos e produtos orgânicos provenientes da agricultura familiar.


Segundo Emanuel Heliomar de Souza, coordenador de projetos do Centro Cidadania, o curso de produção de peças artesanais em argila é uma bela ocasião em que os descendentes das famílias, que por diversas gerações produziam panelas feitas à mão, possam aprender e manter viva esta arte.


Emanuel agradece ao Instituto das Irmãs da Santa Cruz por acreditar neste projeto e comenta. “Estes avanços se dão em virtude da implantação de tecnologias sociais e da melhoria dos pequenos negócios pertencentes às pessoas que participam dos cursos de empreendedorismo e de produção de peças em argila. 11 participantes deste curso já se preparam para comercializar seus produtos via e-comerce. O Centro Cidadania está dando apoio para a concretização deste sonho em breve”, diz o coordenador.


Para Emanuel o investimento social creditado pelas Irmãs da Santa Cruz contribuiu para gerar condições de implementar tais estruturas, que antes eram feitas de forma isolada ou com materiais inadequados, comprometendo os bons resultados que deveriam surtir.


“Um dos impactos gerado pelo investimento é o potencial de replicação tanto das atividades de formação, quanto das estruturas como coletores de lixo orgânico e outras tecnologias sociais. Implantar uma atividade isolada não nos gabaritava perante o nosso público que são as associações, agricultores familiares e seus representantes. Vimos a expressão de credibilidade das pessoas ao citarmos que uma Instituição como a Congregação também é sensível à causa deles e que está nos apoiando.”, comenta o coordenador.


Sobre o impacto social produzido na vida das pessoas que usufruem do projeto Emanuel conta que é visível o aumento da capacidade de produzir hortaliças e frutas nas unidades familiares das comunidades rurais e que é notável a melhoria na alimentação e na qualidade de vida das pessoas. “O Instituto das Irmãs da Santa Cruz financiou a aquisição de uma despolpadeira de frutas que deve ser largamente utilizada de forma itinerante nas safras de frutas”, explica.


Outro ponto importante citado por Emanuel é o empoderamento através do cine Direitos Humanos, onde membros das comunidades rurais sentiram-se encorajados a denunciar casos de violência doméstica e casos de exploração de mão de obra em regimes de semiescravidão.


Emanuel pontua que alguns impactos ainda estão sendo medidos por conta do tempo de execução do projeto e do período que as safras possuem para completar o ciclo. O Instituto das Irmãs da Santa Cruz acredita em projetos como este, “Buscar o futuro valorizando raízes”, projetos que semeiam pessoas e colhem cidadania.

Texto| Mayara Nunes

Revisão| Elizangela Matos

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