• Mayara Nunes

Centro Santa Marta inova o acolhimento durante a pandemia

O Instituto das Irmãs da Santa Cruz (IISC) por meio do Centro Social Santa Marta (CSM) realiza oficinas de capacitação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade social desde 1962. Em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, não seria diferente.


Dado este contexto, a equipe do CSM preocupou-se com o cenário de vulnerabilidade somado a grave desestabilização econômica gerada também pela pandemia de covid-19. As Irmãs da Santa Cruz juntamente com a equipe do Centro Santa Marta viabilizaram formas de manter pulsante o espirito de integração entre as aprendizes, com a finalidade de continuar a realização dos trabalhos e a geração de renda.

Fernanda Tilkian, diretora do CSM, explica como foi o desafio de organizar um grupo tão grande através das redes sociais e manter o espirito de participação ativo. “Nós criamos um grupo gigantesco, via whatsapp, com mais de 100 pessoas, que incluía toda essa comunidade, irmãs, mulheres integrantes do projeto, voluntárias e a equipe. Nós começamos lançando vídeos com desafios, reflexões e ensinamentos para que elas pudessem enfrentar a pandemia. Por exemplo, a Eliana, voluntária que dá palestras sobre empreendedorismo, fez uma palestra adaptada para os tempos de pandemia. Explicando o que fazer, como vender e qual o custo. A partir disso, nossas mulheres se interessaram em desenvolver outras atividades, além do ofício que desenvolviam nas oficinas”, conta.


A diretora ressalta o sentimento de surpresa ao ver o grupo tão integrado mesmo que de forma remota. As integrantes do projeto passaram a desenvolver uma troca múltipla de conhecimentos a partir da coletividade proposta pela CSM.


Outra fator interessante a se observar no desenvolvimento das atividades realizadas no Centro Santa Marta durante a pandemia foi o cumprimentos dos desafios de aprendizagem. As voluntárias davam uma aula e lançavam um desafio em vídeo para as alunas, que por sua vez, executavam e mandavam a devolutiva através de fotos e interação via rede social.


“Foi muito, muito construtivo. Teve o desafio das bolsas, onde cada uma tinha que criar a própria bolsa. O desafio da festa junina, onde elas fizeram umas festa em casa e tivemos também o desafio das receitas de família, onde elas mandavam diferentes receitas de suas famílias. Essa história da receita terminou num livro, feito com scrapbook, e contou com a participação de toda a equipe. Nós entregamos o livro como forma de presente, com total segurança pelo drive thru aqui na porta”, relembra Fernanda.


A diretora e toda a equipe também tiveram a delicadeza de encaminhar uma flor para cada data comemorativa em que não pode ser realizada uma confraternização presencial, mantendo acesa a chama da coletividade. “Houve distância, mas nem pareceu que houve por que os laços afetivos se fortaleceram e o Centro obteve uma integração maior do que nos momentos em que estivemos fisicamente presentes. Foi impressionante essa integração que ficou firme e forte e não nos deixou esmorecer”, pontua Fernanda.


Texto| Mayara Nunes


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