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  • Foto do escritorInstituto Irmãs da Santa Cruz

Visita à Terra Indígena Tenharim Marmelo e Karipuna

Entre os dias 18 e 26 de agosto de 2023, Ir. Michael e Caroline, do programa de Assessoramento Defesa e Garantia de Direitos do Instituto das Irmãs da Santa Cruz(ADD/IISC) junto com o Regional de Rondônia do Conselho Indigenista Missionário (CIMI/RO), estiveram nas terras indígenas Tenharim Marmelo, no Amazonas, e Karipuna, em Rondônia realizando rodas de conversas sobre os direitos dos povos indígenas, especialmente sobre a consulta livre, prévia e informada prevista na Constituição Federal e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


O Povo Tenharim, que tem sua terra localizada no município de Humaitá e Manicoré, no Amazonas, foi cruelmente impactado pela construção da BR 230, quando no início da década de 1970 a empresa Paranapanema prosseguiu com a sua abertura, especialmente para possibilitar a Mineração da Terra Indigena Tenharim do Igarapé Preto, desrespeitando cemitérios, o rio Marmelos, matando peixes, trazendo fome, sede e doenças que levaram os Tenharim do Marmelos de uma estimativa de 2 mil pessoas para cerca de 200 sobreviventes.

Fotos na TI Tenharim-Marmelo: Frei Volmir, CIMI/RO


O Povo Karipuna, por sua vez, tem sua terra localizada no município de Porto Velho, Rondônia, quando dos primeiros contatos com os não indígenas, na década de 1970, eram cerca de 32 pessoas, mas com o sarampo, catapora e varicela, sobreviveram apenas 8 pessoas desse povo. Hoje são cerca de 30 pessoas morando na aldeia, contudo lutam não apenas contra as invasões no seu território de madeireiros, fazendeiros e garimpeiros, mas também pelos alagamentos provocados pela Usina Hidrelétrica de Santo Antonio, atualmente o povo está tendo que reconstruir toda a aldeia sem qualquer apoio do governo ou de responsabilização da empresa.


Na foto está Enzo Karipuna mostrando os tipos de peixes que conseguiu pescar naquela manhã. Na parede e móveis da casa é possível notar as marcas do alagamento. (Foto de Carol Hilgert)

Na foto estão Carol Hilgert e Michael Nolan, na parte da aldeia Karipuna que sofreu o alagamento, ao fundo, mais no alto, a aldeia sendo reconstruída. (Foto de Laura Vicuña)


Além disso, foi possível observar o encerramento do Encontro sobre os Impactos da Fronteira Agrícola, Desmatamento e Mineração na Região AMACRO (Acre, Amazonas e Rondônia), no dia 24 de agosto, no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Porto Velho, Rondônia, as prioridades na reivindicações dos grupos de trabalho do encontro era de demarcação e proteção territorial e elaboração de protocolos de consulta prévia dos povos tradicionais em relação aos impactos nos modos de vidas destes proporcionados ou pretendidos pelo Estado.

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