• Mayara Nunes

Prostituição Infantil: Inocência Roubada



No dia 4 de abril, Dia Nacional do Combate à Prostituição Infantil, o Instituto das Irmãs da Santa Cruz vem se posicionar contra este mal que assola nosso país. Segundo dados divulgados pela UNICEF, cerca de 250 mil crianças são prostituídas no Brasil. É um tema imensamente constrangedor tanto para a sociedade brasileira, como em âmbito internacional.


Mesmo com todos os esforços de entidades, Estado e organizações de Direitos Humanos no enfrentamento deste problema, ainda há a permanência de uma realidade hostil para meninos e meninas de todo o Brasil.


Presente em todas as partes do país, a prostituição infantil é um problema socioeconômico e suas principais causas são: Situação de pobreza extrema e os fatores derivantes dela como, abandono; famílias mal estruturadas; falta de acesso à educação e consumismo desenfreado aliado a adultos pedófilos que procuram por esses menores.


Nas últimas décadas, a prostituição infantil gerou um mercado, conhecido como “turismo sexual”, onde exploradores do mundo todo visitam cidades a procura de crianças e adolescentes com idades entre 9 e 14 anos, para a prática de sexo. Esse turismo tem impacto direito no PIB de muitas cidades, fazendo com que redes de hotelaria e autoridades locais compactuem com essa prática criminosa.

Esse fator gera um outro tipo de crime, a exploração sexual de crianças e adolescentes, que difere da prostituição infantil, mas que normalmente estão interligadas. A Exploração parte de aliciadores, cafetões ou até mesmo pessoas da família que, exploram o menor próximo. Já a prostituição propriamente dita, parte diretamente da criança e do adolescente, sem intermediações.


A miséria é talvez o fator principal que obriga crianças e adolescentes a se prostituirem em troca de comida, ou até mesmo, quantias irrisórias para se manterem ou ajudar no sustento da casa. Nas praias do Nordeste brasileiro é comum ver turistas desfilando com jovens ainda imaturos para práticas sexuais. Em pequenas cidades isoladas do país, principalmente em rodovias, se observa viajantes e caminhoneiros explorando a condição precária dos menores.


Outro fator recente são adolescentes com posição social um pouco superior, do que crianças em situação de extrema pobreza que, vítimas de um sistema consumista são facilmente seduzidos pela possibilidade de dinheiro “fácil” e rápido. Essas crianças se prostituem em troca de roupas, celulares, computadores, etc....


As consequências são imensamente graves para os menores que tem sua inocência roubada, a prostituição infantil e a exploração sexual gera nas vítimas transtornos psíquicos como: baixa autoestima, fadiga, confusão de identidade, ansiedade generalizada, possibilidades de abuso de drogas; atraso no desenvolvimento, risco de DSTs e contaminação pelo vírus da AIDS.


O Instituto das Irmãs da Santa Cruz - IISC repudia qualquer conduta ou prática que abuse sexualmente ou moralmente de crianças e adolescentes. Trabalhamos em defesa dos Direitos Humanos, e prezamos para que as crianças tenham direito a infância, a uma educação que emancipe suas mentes e corpos, e principalmente cidadania.


Texto | Mayara Nunes

Revisão editorial | Fabiano Viana

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