• Mayara Nunes

É preciso ouvir o grito dos pobres e o clamor da terra

Atualizado: Abr 14

Sou grata a Deus por ter me tornado uma defensora da Laudato Si´ Um compromisso que une o serviço pelas pessoas em situação de rua, as mulheres em situação de pobreza acentuada pela Pandemia do Covis19 e suas variantes e o cuidado com a criação nossa “Casa Comum”.


É preciso ouvir o grito dos pobres e o clamor da terra. Realmente, estou fascinada com a beleza e o comprometimento que a Encíclica Laudato si’ representa no meu dia-a-dia. Na simplicidade do cuidado com as plantas, as escolhas dos alimentos saudáveis, a separação da coleta do lixo de forma consciente e ecológica.

É sabido que as crises socioambientais que nos pedem urgentemente uma conversão ecológica, mudança de atitude pessoal, comunitária e social, para uma saída de uma ecologia capaz de responder o “ grito dos pobres e o clamor da terra, não pode ser um assunto fechado a determinado grupo. Defender a vida em todas as instancia é dever de todos.


O coronavírus chegou acentuando todo tipo de miséria. Diante da realidade de sofrimento, dor e fome em que passa a população brasileira, se faz urgente uma tomada de consciência por parte dos que representam esta nação. Os pobres estão morrendo, sem mesmo ter a alegria de comer três vezes ao dia. Para mim, esta situação é antiética em um país rico.


Esse tempo, é também oportuno para descobrir na vida diária a essência da espiritualidade encarnada no amor ao cuidado de si e o cuidado do outro. Uma espiritualidade que transforma, reinventa e abre-se para a novidade do evangelho.


Jesus de Nazaré, caminha lado a lado conosco, e nos convoca ao diálogo, a partilha, a escuta fraterna e nos direciona as periferias existenciais. O convite de Jesus é Claro e também nos motiva a sermos agentes de transformação nesse mundo fragmentado por medo, injustiça e violência.


Assim, seguiremos até que todos tenham vida e vida em abundância. (João: 10.10)


Ir. Elizangela Matos, CSC

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