• Mayara Nunes

IISC apoia publicação independente em Salvador

Revista “Aurora da Rua” garante autonomia financeira à população e situação de vulnerabilidade social.


Em 2018, o IISC decidiu dar um grande passo na luta por igualdade e garantia de direitos apoiando projetos que tem como objetivo resgatar a essência cristã da solidariedade, o amor pela educação e a dignidade humana. Desta forma, por meio da Ação Social Arquidiocesana (ASA), o instituto apoiou a publicação independente “Aurora da Rua”.

O projeto consiste em oferecer geração de renda à pessoas que, uma vez em situação de vulnerabilidade social, não são absorvidas pelo mercado de trabalho devido a ótica do preconceito ainda existente em nossa sociedade. A publicação é lançada bimestralmente com uma ampla diversidade de temas, e tem como proposta enfocar a construção de uma sociedade igualitária e fraterna.

Para o diácono Itamar Mendes, presidente da ASA, o apoio do IISC foi de fundamental importância para o resgate da cidadania e autoestima dos participantes. “Quando uma instituição como o Instituto Santa Cruz abraça o nosso projeto, ela culmina com a mesma proposta de acreditar na vida, na transformação das pessoas e na cidadania. O projeto Aurora da Rua não oferece a sociedade e aos seus vendedores beneficiados apenas um produto comercial, mas um produto social que promove a inclusão social do sujeito, a sua autonomia e a sua dignidade”, relata Mendes.


A publicação é um produto social vendido exclusivamente por vendedores treinados e credenciados. Em suma, esses vendedores são pessoas buscando uma porta de saída para situação de rua, que vivem em estado de grande vulnerabilidade social. Dos 2 reais, preço da capa, 1 real e 25 centavos, ficam para o vendedor. É com este valor que aos poucos eles reconstroem sua dignidade, tendo a oportunidade de comprar seus alimentos, pertences pessoais, e garantir uma moradia.


Itamar ressalta que a revista proporciona muito mais que a geração de renda, ela faz com que o vendedor, ao ter contato com os leitores, criem um novo olhar da sociedade em relação a quem está à margem dos processos sociais, e eles, como protagonistas, tem como ganho respeito e a autoestima reconquistada. “Para além da venda da revista, o projeto Aurora desperta no sujeito um forte desejo pelo trabalho, o cumprimento de deveres e a esperança de novas conquistas, sendo muito recorrente o vendedor querer voltar a estudar, fazer uma faculdade e cursos técnicos”, pontua o diácono.


Texto | Mayara Nunes

Revisão Editorial | Fabiano Viana




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