• Mayara Nunes

CCA Santa Marta promove arraial que versa sobre as diversas tradições culturais do Brasil

Fitas no cabelo, vestidos de chita, botas, camisas xadrez e caracterizações que remetem aos povos do interior Brasil adentro. Mães e pais capricham no visual das crianças, e esperam ansiosos para assistir o que os pequenos planejaram nesta festa junina.


Pelo salão, uma alegria contagiante. Pescaria, estalinhos, comidas típicas do mês de junho e muito forró até o anúncio do grande momento das apresentações. No microfone, Danilo anuncia a entrada do primeiro grupo.


Neste Sábado, 29 de junho, as crianças do CCA Santa Marta trouxeram um novo conceito para a apresentação junina. O consenso entre professores e aprendizes decidiu celebrar as culturas regionais, incorporadas ao longo dos séculos na comemoração trazida pelos colonizadores portugueses.


O primeiro grupo entra em cena resgatando a tradição do Cavalo Marinho, brincadeira tradicional da zona da mata setentrional do Pernambuco. A dança é uma variação do Bumba meu Boi, e possui características próprias. Meninos e meninas enfeitam o salão com a dança circular repleta de fitas coloridas.


Na sequência, os demais grupos trouxeram elementos do Coco, ritmo caraterístico do nordeste brasileiro, sendo uma mistura da cultura trazida pelo povos da África com a cultura dos povos indígenas. Há quem diga que o Coco nasceu no Pernambuco, outros contam que ela veio da Paraíba ou de Alagoas. As crianças incorporaram objetos como baquetas e peneiras que remetiam a tradição e marcavam o ritmo da dança.


Houve também uma linda homenagem a Luiz Gonzaga, conhecido como o Rei do Baião, o compositor e cantor foi considerado uma das mais completas, importante e criativas figuras da música popular brasileira. O artista foi homenageado por um coro de aprendizes do CCA Santa Marta tocando a famosa obra de sua autoria, Asa Branca, adaptada para a flauta doce.


Para Danilo Andrade, líder dos educadores sociais do CCA, o consenso coletivo e o resgate das tradições da nossa cultura é de fundamental importância para o processo de formação das crianças. “Por que origens? Por conta da nossa cultura, da nossa música, e como a nossa arte vem evoluindo a muito tempo. Nós decidimos junto com as crianças contar um pouco da história que ficou um tanto esquecida nas festas juninas. Nós resgatamos a dança do coco, do cavalo marinho, do xaxado, a Asa Branca, para que eles compreendam essa lacuna que existe da festa junina e comecem a vivenciar e ter essas experiências”, explica Danilo Andrade.


Tânia Cristina Moreira é mãe de duas crianças que fazem parte do CCA, para ela a festa foi um encanto que se deu de forma muito organizada e criativa. “Eu só tenho a agradecer ao Santa Marta, a oportunidade de deixar meus filhos aqui, pela confiança e por tudo que a equipe do Danilo faz. As minhas crianças estão se desenvolvendo muito no aspecto social, na parte de cidadania e conhecimentos gerais. A festa junina deste ano foi linda como sempre, eu só tenho a agradecer”, afirma Tânia.


Texto e Revisão Editorial | Mayara Nunes






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