• Mayara Nunes

A descoberta da vocação para a compaixão e o amor

Eleonor cresceu em Washington, Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo vivendo no contexto de conflito e tensão enfrentado em uma guerra, ela já sentia a presença vital de Deus, que guiava sua família. Foi seu pai e irmã que a apresentaram para a importância dos ensinamentos de Cristo e valores de amor e solidariedade necessários para viver em fraternidade.


Além dos exemplos e ensinamentos que tinha dentro de casa, a convivência com o grupo de crianças do bairro em que ela morava já serviam como um sinal de amor fraterno, ela relembra, “o grupo incluía Lenny, em sua cadeira de rodas. Assim aprendi inclusão e aceitação de todo mundo. Isso deixou uma marca forte de compaixão solidária em mim, que só depois reconheci como a luz que nunca me abandonou”.

Esse despertar para o amor foi crescendo e tomando forma, e ela começou a sentir mais atração pela palavra de Deus, apesar de todas as travessuras da época de criança. Quem também a influenciou durante sua descoberta foi seu pai e os grupos de oração aos quais ele frequentava e que Eleonor passou a acompanhar.


Apesar de ter dentro de casa o exemplo de amor matrimonial de seus pais, em 1955, aos 17 anos, ela entrou para a Congregação das Irmãs da Santa Cruz após passar pelo acompanhamento para a descoberta de sua vocação. Para ela, o amor transbordava, e queria entrega-lo ao mundo inteiro. Amar a todos e se entregar à missão como religiosa.


Mesmo com os desafios e dúvidas no período de formação inicial, a sensitividade para o amor de Deus só cresceu, e ela contou com o apoio das outras Irmãs de sua comunidade para a fortalecer e se manter firme em sua missão. “Fomos capazes de superar juntas, separando as coisas secundárias para nos concentrar no essencial, com fé, determinação e boa dose de humor”, comenta.


Passado o período inicial, em que Eleonor e as outras Irmãs fizeram seus votos temporais, era chegada a hora de se entregar a missão em outros países. Passou por comunidades nos Estados Unidos, México, Brasil e Peru. A cada vivência, um novo aprendizado: “cada pessoa me nutria, inspirava e às vezes questionava (no bom sentido) a minha vocação”, diz.


Hoje, ela reflete sobre sua caminhada vocacional, reconhecendo todos que estiveram presentes durante esse trajeto. “Todos estão dentro de meu coração agradecido por ser instrumentos para viver melhor, mais fiel a esta aventura, mistério e benção que é minha vocação. Quero continuar tentando com a comunidade, que abarca todo o universo, e seguir caminhando humildemente, espalhando bondade, justiça e paz”.


Texto| Marina Ferreira

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